VENTRE
(Joilson Kariri)
O Que gesta no teu ventre?
O Verbo Divino que não se conjuga
um menino pedindo ajuda
pro vazio de um pai ausente.
O que germina no pó dessa estrada
no alumiar de cada dia
uma santa pra ser mulher,
a fome que não se esgota
ou as dores de quem suporta
na força de ser o que é:
Ave Maria, Ave mulher!
O que gesta no teu ventre?
Ave do sertão de avoar rasante
ou uma orquídea roxa,
mansidão das ovelhas mochas
toda água suja da vazante.
Que venha ser na dor que é tanta
breu da escuridão ou raio de luz.
Maria Madalena ou menino Jesus,
orixá da paz na guerra santa.
O que gesta no teu ventre
sangue do inocente na hóstia do pecador
o avesso da sorte, ódio que vira amor.
Que venha sofrer de ser gente
para depois ser o que puder!
O que gesta no teu ventre
Ave Maria, ave mulher!
(Joilson Kariri)
O Que gesta no teu ventre?
O Verbo Divino que não se conjuga
um menino pedindo ajuda
pro vazio de um pai ausente.
O que germina no pó dessa estrada
no alumiar de cada dia
uma santa pra ser mulher,
a fome que não se esgota
ou as dores de quem suporta
na força de ser o que é:
Ave Maria, Ave mulher!
O que gesta no teu ventre?
Ave do sertão de avoar rasante
ou uma orquídea roxa,
mansidão das ovelhas mochas
toda água suja da vazante.
Que venha ser na dor que é tanta
breu da escuridão ou raio de luz.
Maria Madalena ou menino Jesus,
orixá da paz na guerra santa.
O que gesta no teu ventre
sangue do inocente na hóstia do pecador
o avesso da sorte, ódio que vira amor.
Que venha sofrer de ser gente
para depois ser o que puder!
O que gesta no teu ventre
Ave Maria, ave mulher!

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